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17 de maio de 2012

Ninguém é Perfeito

ENCARANDO A REALIDADE...


Qualidades e defeitos são características inerentes a nós, seres humanos! E todos sabem o quanto é difícil lidar com essa dualidade. É importante saber que para se obter um bom convívio com as pessoas que nos cercam não basta mostrar somente as virtudes e tentar esconder ao máximo possível as imperfeições. Mas sim, consiste em conseguir apreciar as qualidades destes e aceitar ou não se chatear tanto com os defeitos.

E é fundamental ressaltar que, quando se fala em qualidade e defeitos, tudo é muito relativo! As inúmeras características de um indivíduo podem ser reconhecidas de forma diversa aos olhos dos outros. Cada um possuiu seu estilo, seu jeito particular de ver e encarar a vida. Dessa forma, é de acordo com o ‘ jeito de ser’ de cada indivíduo que se faz enxergar no outro o que é defeito ou qualidade.

Isso nos faz refletir sobre TOLERÂNCIA! Ou seja, se faz necessário compreender mais o outro, uma vez que existem inúmeros fatores para que uma outra pessoa tenha uma história de vida diferente da sua. Fazendo assim com que o grau de importância para qualificar virtudes e imperfeições varie bastante, dependendo por quem é feita essa avaliação.

Porém, alguns atributos podem ser considerados significantes por uma grande parte das culturas. Como por exemplo: confiabilidade! O poder confiar ou não em alguém, pode ser um fator precedente para avaliar qualidades ou defeitos no indivíduo. Outras particularidades poderão variar de acordo com a idade e religião. E ainda, o grau de importância para avaliar essa questão poderá mudar ao longo da vida de uma mesma pessoa.

Diante disso, é necessário que as pessoas façam um esforço para “acertar os ponteiros”, isto é, antes de tudo ter em mente que a perfeição é ilusória, em seguida ter sensibilidade para enxergar o outro no seu contexto.


E só depois que houver essas duas assertividades, parar para realizar a ponderação entre os reais defeitos e qualidades, ou seja, seria como colocar cada característica de uma pessoa, positiva ou negativa, de um lado da balança , e ver qual pesa mais. Só assim, com calma e tolerância, poderá avaliar se conseguirá conviver com o resultado dessa ponderação ou não.

Isso é ser maduro o suficiente para encarar a realidade ; -)



Att. Viviane Peres

28 de abril de 2012

ESCOLHAS...

 A vida é feita de escolhas. Já ouvimos isso inúmeras vezes, mas definitivamente é assim. Falo das escolhas simples do dia a dia. 

Você começa a escolher desde a hora que se levanta, até o momento de se deitar novamente para dormir.

Existem as escolhas práticas como: o que vestir, calçar, o que usar... Com irá pentear o cabelo hoje e por aí vai. E existem também aquelas escolhas que fazemos involuntariamente ao longo de todo o dia. Quando acorda você escolhe se ao terminar de lavar o rosto, estará com bom ou mal humor; escolhe se irá dar bom dia as pessoas que encontrar, se esse bom dia será acompanhado com um sorriso ou não; ou se ainda pegará na mão, abraçará ou cumprimentará as pessoas com um beijinho no rosto.

Primeiro passo: Você escolhe se levará seu dia com disposição ou não! Parece uma definição simplória, mas começa assim!

Ao longo do dia você também irá escolher, se irá se importar muito, pouco ou quase nada com os imprevistos. Se fará com que isso acabe literalmente com esse dia, ou encarará numa boa. Você escolhe as coisas que irão te aborrecer, que tirarão você do sério e deixará chateado.

É simplesmente você que decidirá levar assuntos de trabalho para casa; que optará por ocupar seus pensamentos com problemas, que antecipará o futuro, causando transtornos antes da hora, e que talvez nem vão acontecer.

Você é o dono de suas escolhas, é quem decide deitar-se bem ou mal, depois de um dia inteirinho.

Por muitas vezes, nosso corpo e mente já estão habituados a agir sempre do mesmo modo, modo esse que pode diminuir ou retardar nossa qualidade de vida. Existem pessoas que já declaram que sempre levantam de mal humor, e assim dificilmente dão bom dia a alguém, e tão pouco encara os obstáculos do dia-a-dia com serenidade. E tudo isso, certamente vai se tornando uma ‘bola de neve’. Com o passar do tempo nos tornamos indivíduos carrancudos e até assombrosos ao ver dos outros.

Dessa forma, é essencial em qualquer etapa da vida, que paremos e analisemos nossa conduta diante nossa própria vida. Quais as escolhas que você anda fazendo???

E então, trabalharmos em cima da nossa consciência, que só depende de nós mesmos, que tudo está diretamente ligado as escolhas que fazemos dia após dia, para que nos tornemos a pessoa que somos hoje, ou a pessoa de amanhã.

Boa sorte ; -) 

Att.Viviane Peres
21/09/09 – 17:10 hs

5 de abril de 2012

Confiança

Infelizmente essa é uma reflexão que eu gostaria que não tivesse necessidade de fazer.
Falo de CONFIANÇA... Confiar nas pessoas ou não...

Conhecemos alguém, compartilhamos uma parte do nosso tempo com a pessoa, e tendemos a CONFIAR nelas.  


Compartilhamos informações, contamos um pouco da nossa história, da nossa vida, do nosso cotidiano, etc.

Mas infelizmente, como disse, não basta apenas este “tempo” que dividimos com esse alguém, para torná-la uma pessoa de confiança.  A verdade é que, é preciso muito mais de umas horas por dia para conhecer e poder fiar-se sem receio algum em alguém.

A gente nunca sabe o que passa na cabeça e no coração das pessoas. É preciso ter cautela, e mais uma vez eu digo: infelizmente!  Essas palavras não são exatamente minhas, aliás, foram elas que me fizeram refletir sobre isso.  Estava eu me apresentando para algumas pessoas, e em meio a perguntas, fui respondendo sem cautela ou receio. Quando uma senhorinha que estava por perto, me chamou para um cantinho e me disse isso.

Comecei a reparar na quantidade de informações que passamos sobre nós mesmos, para pessoas que não conhecemos bem, ou como foi neste caso, que acabamos de conhecer. Informações essas que deveriam ser restritas apenas as pessoas de confiança.

Portanto, é preciso se policiar, não ter atitudes totalmente espontâneas ao lidar com pessoas que não conhecemos direito, sermos discretos até que o círculo de confiança seja montado.

Reafirmo isso para mim mesma, e passo a dica para meus colegas do Blog.


Att. Viviane Peres Lima

05/04/2012


18 de março de 2012

Nada passa despercebido



"Algumas coisas na vida não têm preço. Mas muitas têm troco..." 


Deparei-me com esse “ditado popular” essa semana, e veio muito a calhar... Devido situações  que estão acontecendo no momento. 

Sempre acreditei  que a gente colhe o que planta, às vezes essa colheita demora e pensamos em injustiças; mas tudo tem seu tempo. 

Precisamos exercitar a paciência para não gastarmos energia em situação que foge do nosso controle, que às vezes nem é da nossa competência.  Ou até mesmo que lhe diga respeito também, porém, não há mais nada o que fazer.  

É preciso deixar que o tempo se encarregue dos seus. É ele que revela, que desvenda , que muda as peças do jogo da vida. É ele que inverte, que é responsável pelas voltas que a vida dá.

Sobretudo, é ele que cobra e que devolve o troco que mereces. 




Att. Viviane Peres Lima 


18/03/2012

1 de março de 2012

A importância de perceber o outro


As necessidades dos que estão em nossa volta...

Vivemos em um mundo tão apressado, em que tudo se torna tão urgente, que a impressão que dá é que as pessoas vivem como robozinhos.  Temos a urgência até de descansar, o próprio momento de lazer, de desacelerar é algo tão meticuloso, planejado e calculado, que passa a ser uma obrigação e não um momento natural em que as pessoas deviam relaxar, se sentir em paz.

E essa vida fugaz  faz com que deixemos passar tantas coisas, faz com que deixemos de PERCEBER...

Para embasar o contexto, vamos lá:

per.ce.ber
v. 1. Tr. dir. Adquirir conhecimento de, por meio dos sentidos. 2. Tr. dir. e intr. Abranger com a inteligência; compreender, entender. 3. Tr. dir. Enxergar, divisar. Notar, observar, apreender. Ex: Percebi uma certa tristeza em seu olhar.

Perceber é mais do que simplesmente notar algo, é prestar atenção, se importar o suficiente para compreender que na maioria das vezes algo ou alguém, precisa que você exerça seu lado altruísta (que espera-se que todo mundo tenha) .  A situação pode estar precisando da sua ajuda efetiva, do seu apoio ou apenas do seu “colo”. 

Seria simples, PERCEBER isso, se não estivéssemos tão presos ao nosso mundinho a ponto de que pequenas coisas assim passem totalmente despercebidas aos nossos olhos e compreensão.

Estamos sempre batendo na mesma tecla, sendo repetitivos e clichês, mas a solução para a bagunça que se tornou o dia-a-dia de muita gente é sempre a mesma.

Precisamos desacelerar, acertar o passo, encontrar a medida certa, não deixar que o “leão que temos que matar todo dia”, nos faça perder a sensibilidade e reparar o que acontece  em torno de nós. O que estamos negligenciando, a quem estamos deixando de nos doar.

É essencial vivificar nossa alma...  Pensem nisso!


Att. Viviane Peres Lima 
01/03/2012 - 13:26hs

1 de fevereiro de 2012

Viver sob medida


Ouvimos muitos conselhos no nosso dia-a-dia sobre como encarar o futuro da melhor maneira. Como planejar nossa vida ao longo prazo.  Determinando regras, normas, etapas, etc.

Mas será que tudo isso funciona?  E como fica o hoje, se tudo que fizermos for pensando no futuro?

Será que realmente vale a pena se abdicar de certas coisas no presente, pensando lá na frente?!

Bom, são questões muito relativas e pessoais. Tudo irá variar de acordo com o que planejamos para nós mesmos.

Acredito que, se projetarmos algo para o futuro e que para chegarmos lá, seja preciso nos privarmos de quase tudo hoje, é um sinal de que é preciso rever nossos planos. Afinal, como todo mundo sabe, o futuro é incerto, e talvez nem estejamos lá. Portanto, é importante estamos conscientes de não estar desperdiçando nada, isto é, de não estarmos deixando de aproveitar algo que poderia ser proveitoso hoje.

Creio que como quase tudo na vida, e até falei sobre isso aqui no Blog diversas vezes, é fundamental o equilíbrio. Tudo precisa ser dosado.  E neste caso de presente, futuro, hoje e o amanha. Não se deve pender só para um lado. 

Viver intensamente como dizem alguns por aí, sem se preocupar com o que vai ser depois, sem pensar em consequências, fazer tudo o que estiver com vontade como se o mundo fosse acabar no fim do dia; pode não ser muito inteligente. A meu ver, esse estilo de vida deixa a responsabilidade meio de lado. E uma pessoa irresponsável, que vive uma vida assim, tende a ser menos altruísta.

E do outro lado, ser uma pessoa extremamente metódica, meticulosa, que deixa sempre de fazer algo que a deixaria muito feliz e satisfeita, para deixar para um futuro que ela julga que será mais adequado. Que deixa de ser feliz hoje, pois tem em mente que ser feliz em pequenas doses, não faz sentindo e sim quando tiver realizado tudo que planejou um dia.  É claramente uma pessoa que não está aproveitando a vida. E certamente se algo não sair como o planejado, se tornará uma pessoa frustrada.

Portanto, é essencial que cada um encontre sua medida certa. Viver sob medida, devia ser a regra para uma vida feliz.  Fazer o que puder para ser feliz hoje, sempre com responsabilidade, sem esquecer-se de NÃO fazer aquilo que possa te prejudicar no futuro.

Simples, ou não vamos vivendo...

Att. Viviane Peres Lima
01/02/2012- 10:33hs

23 de janeiro de 2012

Pensando e rimando

                                                          Eu queria ser mais segura, com doçura
                                                          Mas sem frescura...

Ter coragem de falar, de ousar
E principalmente não travar...

Seria bom ser menos crítica, ou analítica
e continuar a não falar de política...

Saber ouvir, nunca fugir
Mas conseguir no final sempre rir...

Deixar de lado o drama, para não pegar fama
Mas sem deixar de ser uma dama...


São desejos todos que anseio
Mas agradeço a Deus o que sou e sigo o cortejo. 


Att. Viviane Peres Lima

23/01/2012 - 00:36hs

13 de novembro de 2011

Utopia


Nossa! Acordei com um senso utópico incrível hoje... 

Ah como eu queria que tudo fosse menos complicado e mais justo nessa vida. 

Que houvesse mais reciprocidade entre as pessoas; respeitando, é claro, aquela máxima: Não fazer com os outros o que você NÃO gostaria que fizessem contigo. 

Que as pessoas conseguissem se colocar no lugar, na posição que o outro se encontra. 

Que as pessoas fossem mais honradas..

Que conseguir ludibriar NÃO fosse encarado como vantagem e NÃO tivesse nada de esperto ou engraçado nisso. 

ah utopia... utopia... 

Att. Viviane Peres Lima
13/11/2011 - 13:34hs

4 de novembro de 2011

Meu Tudo Que Tenho

Texto de Rodrigo Bernardo 


"ÁS VEZES PENSO QUE VIM PARAR NO LUGAR ERRADO. NÃO SOU CAPAZ DE VER INJUSTIÇAS , MEU CORPO NÃO SUPORTA SOMENTE OLHAR O SOFRIMENTO ALHEIO.
ME FAÇO OBRIGADO A ME METER NAS DORES DE UNS E DE OUTROS, E DÓI EM MIM SER ASSIM.
GOSTARIA DE PODER LIDAR MELHOR COM O MUNDO DE OUTROS. MUNDO QUE ÁS VEZES FAZ CHACOTA DE MINHA PUERIL INOCÊNCIA.
MAIS UM SIMPLES TONTO, SEI QUE SOU; UM SIMPLES PALHAÇO NESSE CIRCO QUE ME CERCA.
CREDOR DEMAIS NAS DESCRENÇAS DOS MEUS; SABEDOR DEMAIS DE VERDADES QUE GOSTARIA DE NÃO SABER...
RELES MORTAL...
SER VÁRIO QUE VIVE DEMAIS O OUTRO SER, SER QUE  SE ESCONDE DENTRO DE SI, COM MEDO DE SE EXPOR POR TEMER OLHARES ALHEIOS.
TEMEDOR DE SERES DOENTES DO MUNDO DE HOJE.
COMO GOSTARIA EU DE GRITAR AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO, QUE ADOECEM ESSES TODOS.
RAÇA ENFERMA SOMOS TODOS NÓS, POUCOS POR AQUI, SAUDÁVEIS ESTÃO."

Compartilhando um belo desabafo.


Att. Viviane Peres Lima

23 de outubro de 2011

Lobo em pele de cordeiro e ainda hipócrita


Um título redundante que ainda poderia ser maior... 

A cada dia que passa me sinto mais cansada e desanimada com tantas pessoas hipócritas nessa vida.

É gente pregando uma coisa e fazendo outra; são outras se fazendo de vítimas sendo que na verdade são vilões.  São tantas coisas erradas, trocadas e absurdamente incoerentes.

São pessoas que não perdem a oportunidade  de tentar dar lição de moral em outras, de se mostrar superior. Sendo que elas deveriam ser as últimas a falarem sobre o assunto.

Acredito que a perfeição é utópica, essa pessoa que vos fala não é perfeita.  Não cobro perfeição dos outros, e sim menos hipocrisia. MAIS COERÊNCIA.  Acho que há quem não saiba o significado dessa palavra, não conheça a essência dela.  Não é possível!

Se eu venho a ferir ou comprometer minha moral com alguma atitude, e até pensamentos, desejos... O mínimo que eu posso fazer diante disso é me recolher, me calar e posteriormente tentar consertar. Afinal se prezo a honestidade, eu devo primeiro esclarecimentos a minha consciência, só depois a sociedade.  Eu não inverto valores, e nem tento ludibriar quem está a minha volta.

Não me sinto bem sabendo que estou fazendo algo “errado”, tão pouco sendo incoerente nisso, isto é,  fazendo o “errado” e gritando aos quatro  ventos uma falsa moral e ética. Aliás, eu enojo tremendamente isso.

São atitudes tão baixas que são possíveis ser observadas por aí.  E não é preciso ter faro fino, é tudo escancarado, grotesco... Pessoas fazendo uso de máscaras, capas e apontando o outro.

São indivíduos em que a consciência tirou férias ou deu as costas e foi embora.  Que fazem coisas repulsivas, se escondem atrás do “não tem como ninguém saber, eles confiam em mim...” para fazerem tudo que quer e depois se passar como o maioral, superior, vítima, coitadinho, injustiçado... Ou seja, ainda pregam; disseminam a moral; a honestidade, e ainda se atrevem a falar de caráter.

Uma desconexão tamanha e sem o mínimo de remorso. Se formos sair do âmbito do individuo sem escrúpulo e se aprofundar mais, creio que caiba até uma patologia nisso.

O que nos resta a fazer? Rezar, orar, estabelecer uma distância segura dessas pessoas?

Eu lamento muito.

  "Eu sou essa gente que se dói inteira porque não  
  vive só na superfície das coisas."  
   (Marla de Queiroz)  




Att. Viviane Peres Lima

23/10/2011- 14:15hs

14 de outubro de 2011

Parafraseando

"A consciência pode até 

tentar falar, mas

infelizmente o interesse

 GRITA..."
Jules Petit-Sen


                                                          Esta não é a tradução, e sim um complemento

3 de outubro de 2011

Relações Amorosas

Não sou ‘expert’ no assunto, mas essas são apenas observações livres que faço.  Acredito que existam sim, algumas regrinhas básicas para se viver em harmonia em uma relação amorosa. Seja esta um namoro ou casamento.

O mais importante antes de tudo é desmistificar essa história de que o casal se torna uma só pessoa. Por mais que estejamos apaixonados, e que a vontade de fazer tudo absolutamente junto seja enorme, nenhuma relação se sustenta dessa forma por muito tempo.

 É preciso respeitar a individualidade do outro, e não há quem não tenha seus gostos, suas preferências, particulares, isto é, que não tenha sua personalidade.  E principalmente, não há quem não precise de um espaço só seu.

 Dividir tudo com o parceiro parece muito romântico, mas chega uma hora que cansa. E aí é um ponto onde a relação pode se desgastar.  Por isso, é importante que desde o início do relacionamento seja possível acertar os ponteiros. Ninguém é exatamente igual a ninguém, a sintonia entre os casais está em ouvir o outro e ter a capacidade de compreender.

 O segredo é saber dosar, tudo em demasia é prejudicial. É essencial que o casal jamais faça uso de pronomes possessivos na relação, como “isso é meu”. É possível sustentar a singularidade de cada um, mesmo atribuindo sempre o “Nosso” ao dia-a-dia.

Que o respeito, a cumplicidade, carinho, atenção e confiança são ingredientes indispensáveis a qualquer relação, isso já é sabido. Mas creio também em uma receitinha mais elaborada. Para mim, o amor não pode ser cego.  Em relacionamentos onde isso impera, acaba-se idealizando demais o parceiro, passando a não enxergar o outro como ele realmente é. E consequentemente  isso resulta em insatisfação e frustração.

 É preciso amar de olhos bem abertos. Pensem nisso! E este é o título de um livro muito interessante que indico aos leitores do blog.


Livro: Amar de olhos abertos. Autor: Bucay, Jorge;   
                                                                     Salinas, Silvia. Editora: Sextante / Gmt

03/10/2011- 13:07hs

Att. Viviane Peres  Lima

20 de setembro de 2011

Indiferença X Consideração

07/09/09
Já ouvimos falar que o contrário do amor é o ódio. Mas será? Certa vez li um texto extremamente interessante que abordava aspectos sobre a indiferença. O mesmo explicava que para amar alguém era necessário se importar com a pessoa, e para odiar também, tanto quanto amar. E que, diante disso, o oposto de amor não poderia ser o ódio.

O contrario de algo é quando se diz que elas estão em oposição total. Dessa forma, isso não faz sentindo. Acompanhe o trecho do texto:

  "Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos    provoca sensações, por piores que sejam. 
Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. 
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo.
O ódio é também uma maneira de se estar com alguém."
(Martha Medeiros)

A indiferença não requer absolutamente nada. Não saberia nem se esta se classificaria como um sentimento. Segundo o dicionário, explica-se por apatia, por falta de sensibilidade e sentimentos. Portanto, quando se é indiferente a algo, significa que não sentimos coisa alguma por aquilo, que não faz diferença se está ali ou em outro lugar. Se uma pessoa é indiferente para nós, nada do que ela fizer (até para chamar sua atenção) surtirá efeito. Ela entra, ela sai, ela se veste de forma diferente, ela ganha na mega-sena, ela some ou aparece. NADA! É como se a pessoa nunca tivesse feito parte da sua vida. E ela fosse mais uma entre milhões de habitantes no mundo.

Quando se ama alguém, há preocupação com a pessoa, quando se tem ódio preocupa-se também. Mas quando se tem indiferença ela nem passa por nossa mente. Definitivamente, o contrário de amor é indiferença...

Discutindo esse assunto, me veio outra ‘modalidade’ de sentimento que faz parte desse círculo, a CONSIDERAÇÃO.
Esta que tem como acepção a deferência ou importância que se dá a alguém, o respeito que fica por pessoas que passam ou passaram por nossa vida, e que em algum momento foi importante. Seja por ter nos ajudado em algo, por ter nos feito companhia, colegas de trabalho, faculdade...Enfim, seria uma espécie de valor que a pessoa deixa quando passa pela vida da outra. Cabendo cada um a reconhecer o mesmo e ter a capacidade de respeitar isso.

De repente uma pessoa que passou a ser indiferente para você, por uma infinidade de motivos: distância, tempo, não fazer mais parte do seu círculo social, fim de relacionamentos....Apesar dela não fazer parte da listinha de pessoas que ocupam sua mente, e que exigem uma certa preocupação da nossa parte, ela não precisa ser desprezada por você. Aliás, ela não só não precisa como não deve. Pois ser indiferente é uma coisa, desprezar é outra bem diferente. E é ai que entra a Consideração.

Nós temos o total direito de escolher quais são as pessoas que queremos levar durante a vida, e fazemos essa seleção o tempo todo, para que assim consigamos ter apenas relações de qualidade. E se então por diversas razões não dê mais para estabelecer vínculos com algumas pessoas que passaram por sua vida, seja por traição, falsidade ou outros motivos supracitados aqui. Não significa que tenhamos que tratar mal tais pessoas, desrespeitando, negando ajuda quando ela precisar...Isto é, da mesma forma que o contrário de amor não é o ódio e sim a indiferença, a indiferença não é sinônimo de desprezo.

Você pode se reservar o direito de escolher na vida quem são seus amigos, quem é merecedor de sua amizade e confiança, mas não é preciso menosprezar quem infelizmente provou que não é.

Todas as pessoas que passaram e ainda passarão por sua vida, mesmo que tenham se tornado indiferentes para você, que por razões alheias a sua vontade não podem seguir ao seu lado, nunca deverão perder sua consideração. Se hoje elas não são dignas de sua amizade, lembre que um dia vocês caminharam juntas, nem que seja por um curto lapso de tempo, e que diante disso merece sua condescendência.

Lembre-se consideração é o mínimo que devemos as pessoas.


Att. Viviane Peres Lima



6 de setembro de 2011

Parafraseando


Às vezes acontecem certas situações no nosso dia-a-dia  em que percebemos que determinadas pessoas que antes faziam parte da nossa vida, agora passam a ficar de fora dela.

Muitas pessoas não compreendem circunstâncias com essa, e acabam se entristecendo, ficando confusas... Mas concordo com Caio Fernando Abreu, em sua reflexão sobre isso. 

Quando chega a hora de certas pessoas se afastarem da sua vida, acredito que  seja a resposta da nossa oração de todo dia: “Livrai-me de todo mal...Amém!”


Att. Viviane Peres 
06/09/2011 - 16:06hs

31 de agosto de 2011

A importância de assumirmos quem somos

 12/08/2009
A competitividade do dia-a-dia tanto no mercado de trabalho quanto em qualquer outra área, pede que sejamos cada vez melhores do que os outros. Isso não é uma justificativa para fundamentar o desdobrar desse texto, mas podemos partir dessa premissa. 

As pessoas, cada vez mais, se sentem na necessidade de se camuflarem para ao menos terem chance de conseguir algo, de conquistarem o que desejam. E não falo apenas de trabalho, bens materiais, status, mas também de relacionamento entre pessoas.

Muitos acreditam que, em serem verdadeiros, autênticos, se mostrarem por inteiro pode comprometer as relações. Mas qual será o porquê disso? A mentira, a dissimulação, hipocrisia, a falsidade... São tantos os sinônimos, que infelizmente vem fazendo parte e sendo referência entre as pessoas. E tudo isso só serve para dar suporte a perca de referencial da verdade, da verdade intrínseca que há dentro de nós. Fazendo com que com passar do tempo, não nos reconheçamos mais. E quando isso acontece é triste. O ser humano sofre. 

Ter consciência de quem você é, do que pode ou não fazer, conhecer os seus limites, é ter paz consigo mesmo. 

Um livro extremamente interessante, que me fez levantar esses questionamentos é a obra do Filósofo, Teólogo, Mestre e Padre, Fábio de Melo, intitulada: “Quem me roubou de mim? O seqüestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa.” Está obra trata exatamente das dificuldades de aceitar quem você é, trazendo fundamentações e lições de vida.

“A nossa identidade necessita de ser cultivada. Vivemos constantemente esse processo. O tempo todo reivindicamos o que somos e também renunciamos o que não somos. Identidade estabelece limites. Limite que não pode ser considerado como negativo. Limitar é um jeito que temos de não nos perdermos neste mundo de tantas coisas.[...]Ele favorece o crescimento.Quem sabe bem o que é e o que não é, terá mais facilidade de explorar suas possibilidades.Portanto, ao negar sua identidade, todas suas potencialidades ficam fragilizadas.” (MELO, 2009. p.19)

O livro aborda o quanto é importante saber quem você é de verdade, sem máscaras, sem pequenas mentiras. Não irei me estender mais, pois o objetivo aqui não é fazer uma sinopse do livro, mas apenas uma indicação de leitura. 

É triste notar que as pessoas estão invertendo conceitos e princípios. Não é porque o mundo está tão sujo e hipócrita que isso deve acontecer. Por exemplo, observamos frases do tipo: “Um brinde aos nossos defeitos, já que as qualidades ninguém dá valor”, estampadas por ai, diversas frases como essa que denotam o mesmo significado. Isso é inversão de valores.


Ninguém tem que dar parabéns para alguém por ser é honesto, educado, sincero... Isso é o mínimo que alguém deve ser. Isso é ter BOM CARÁTER! Não se pode chegar a um ponto em que teremos que nos virar para o outro e dizer: obrigado por não ter me roubado! Parabéns por isso!

É preciso que as pessoas coloquem os pés no chão, separem o que é certo do errado. Tirem a ‘viseira de burro’ que impede de olhar para os lados. Serem menos individualistas, egoístas e, sobretudo, que retirem o lema: “não me importo com a opinião dos outros” da ponta da língua. Porque é fácil sair dizendo isso, mas depois irá se revoltar quando for apontado por algo. É simples dizer que não se importa antes de fazer, mas é comum se chatear quando alguém diz que não gostou, não é mesmo?!

Tem pessoas que dizem não entender porque são tachadas de algo, classificadas por outras, e ao invés de refletirem sobre isso, preferem se revoltar com todos. É preciso ter sensibilidade e sensatez para compreender que isso pode ser reflexo de suas atitudes. É importante verificar se o que falam e acham de você tem procedência. E se por acaso não tiver, é fundamental que você se importe sim com o que os outros dizem, e tente esclarecer o mal entendido. Você não sabe quais as pessoas que pode precisar amanhã. É essencial que todos à sua volta conheçam seu caráter. Vivemos em sociedade, ninguém vive sozinho! Precisamos uns dos outros.

Precisamos semear o bem. E acima de tudo sermos verdadeiros...

Uma mentira ínfima que seja, pode fazer você perder toda sua credibilidade! Ou o pior: o respeito de alguém por você!


Att. Viviane Peres Lima
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